quinta-feira, 28 de junho de 2012

Spin renova espírito familiar da GM




Spin substituirá Meriva e Zafira
Ao volante de um Chevrolet Meriva, o motorista do táxi justifica a excitação em ver a Spin no estacionamento do Credicard Hall, em São Paulo, logo após o lançamento da minivan: "a Chevrolet dominou o mercado de táxis com a aposentadoria do VW Santana, mas começou a perder mercado para Fiat Idea e SpaceFox. Já tinha passado da hora de renovar a linha", disse, interessado no preço da novidade.

É no valor, que parte de R$ 44.590 e chega a R$ 54.690, que a Spin apoiará sua receptividade. A solução não é inédita: carroceria para levar cinco ou sete passageiros, duas versões de acabamento (LT e LTZ) e motor de 1,8 litro flex. "Não é a transmissão automatizada da Meriva, não, né? Porque meu carro é, literalmente, um elefante branco", brincou o taxista.

Não. A transmissão que serve a Spin é manual de cinco velocidades ou automática de seis marchas, derivada do Cobalt, sedã que chegou ao mercado no final do ano passado. É com ele que a nova minivan divide a plataforma e, de acordo com rápida definição de um executivo da montadora "até a coluna B, o carro é um Cobalt". 

O entre-eixos foi mantido o mesmo do três-volumes: 2,62 metros, mas o assoalho foi elevado em 60 mm. A percepção de espaço, ao contrário do que acontece no sedã, no entanto, é outra. Os bancos dianteiros ficam bem afastados das portas e a segunda fileira comprime o terceiro passageiro. Lá atrás, o investimento para poder oferecer câmbio automático por um preço mais baixo sacrificou a disposição do assento, que é inteiriço e obriga a carregar bagagem sobre ele caso haja seis ocupantes. 

Na estrada, minivan comprova apelo familiar

Servido pelo motor 1.8 Econo.Flex de 108 cv de potência e 17,1 mkgf de torque com álcool, o veículo cumpre o papel de carro familiar. Durante o teste drive em trecho rodoviário, a Spin rodou a uma velocidade média de 110 km/h, sem fazer esforço para atingir a marca no velocímetro.  
Nas poucas curvas enfrentadas durante o trajeto da avaliação, a minivan se mostrou estável. O que chamou a atenção, no entanto, foi a trepidação do volante, mesmo em trechos com asfalto em boas condições. 

O incômodo ficou por conta da atuação da transmissão automática de seis marchas durante as retomadas de velocidade. O conta-giros chega aos 6.000 rpm para a troca de velocidade, o que dá a sensação de impotência nas tentativas de ultrapassagem. A caixa permite a realização das trocas manualmente, por meio de um pequeno botão na lateral da alavanca. A possibilidade, porém, não resulta em grande melhora no desempenho da transmissão.

Na versão com cinco lugares, a Spin possibilita nove combinações dos assentos e capacidade de bagageiro que varia entre 710 l e 1668 litros, enquanto o modelo de sete bancos oferece 23 configurações e espaço para levar de 162 l a 952 litros no porta-malas. O manejo dos bancos é prático, mas requer um pouco de força. Por enquanto, o passageiros do meio da segunda fileira não conta com encosto de cabeça, mas, de acordo com o fabricante, o equipamento de segurança passará a equipar o carro em alguns meses.

Desde a versão mais barata, a Spin sai da fábrica com airbag duplo, freios ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas. O topo de linha das duas versões agrega câmbio automático. Vale ressaltar que em nenhum modelo há saída traseira do ar-condicionado. Mesmo na opção de entrada, o acabamento não deixa a desejar: as peças parecem bem-encaixadas e o plástico usado passa sensação de resistência.

Mestiça, minivan será brasileira e asiática

Desenvolvido pela equipe de engenharia brasileira da GM, a minivan será fabricada em São Caetano do Sul (sp) e na Ásia, mercado que, junto da América do Sul e da África, receberá o modelo familiar. A previsão da montadora é vender entre 2.800 e 3.000 unidades do modelo, sendo 50% da versão LT e 50% da LTZ. A conta será dividida da mesma forma entre a opção com câmbio manual e automático.
Spin é equipado com motor de 1,8 litro Econo-Flex

Tanto Meriva como Zafira continuam à venda no mercado. "A ideia é manter opções para todos os tipos de público, uma vez que a Meriva é 1.4 e a Zafira 2.0. A produção dos dois modelos, cujo foco é principalmente em frotistas, será monitorada de acordo com a procura", explicou o diretor de marketing Gustavo Colossi. Em média, a montadora contabiliza 600 unidades da Zafira e 1.500 da Meriva por mês. No que depender da Spin, entretanto, chegou a hora, definitivamente de os dois modelos deixarem o ponto...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Chrysler convoca Town&Country e Journey para recall



A Chrysler anunciou a convocação de 292 unidades do Town&Country (ano/modelo 2008) e 1.490 unidades do Dodge Journey fabricados em 2010 e entre os meses de novembro de 2007 e novembro de 2008 para a realização de reparos diferentes em cada modelo e ano. 

Segundo a montadora, o dreno do radiador do sistema de ar-condicionado da Town&Country pode apresentar falha, deixando água vazar no carpete do carro. O problema pode ocasionar em contaminação do módulo de controle de ocupação do assento que pode acionar uma advertência no painel sobre a utilização do air-bag e em casos extremos acionar o componente de segurança sem aviso prévio.

Já para as unidades do crossover Journey produzidas entre novembro de 2007 e novembro de 2008, o chamado envolve a substituição dos chicotes elétricos das pontas dianteiras direita e esquerda. A Chrysler informou que os componentes podem se romper interrompendo o sistema de comunicação de colisões laterais. Dessa forma caso o motorista bata a lateral do veículo o sistema de segurança pode não acionar o airbag.  

Para os carros produzidos em 2010 a inspeção será realizada no número de identificação de material da mangueira de pressão da direção hidráulica. O equipamento pode se romper, e causar perda do fluído da direção, o que pode ocasionar em incêndio no compartimento do motor. 

O chamado envolve apenas 88 unidades vendidas no Brasil e as verificações e possíveis substituições serão feitas sem custo, pela montadora. A Chrysler informa que para identificar o número do chassi, confirmar horário de funcionamento das revendas e localização, o proprietário deve acessar o site da montadora ou entrar em contato pelo telefone 0800-7037140.

Ford revela a F-150 Limited


A Ford segue investindo no segmento de picapes de luxo. A montadora divulgou detalhes e imagens da nova versão Limited da F-150, que aposta na potência e no acabamento de alto padrão para emplacar no mercado dos Estados Unidos.
A picape Limited é movida pelo motor V6 3.5 EcoBoost, capaz de gerar 365 cavalos de potência. O consumo médio é de 22 milhas por galão (mpg). Entre outras características, o veículo também tem rodas de alumínio polido de 22 polegadas, bancos térmicos (podem ser aquecidos ou resfriados) vermelhos, teto solar e a insígnia “Limited”.
Apesar de não ter o preço divulgado, sabe-se que a versão Limited 2013 será a mais cara entre todas as F-150. Atualmente, o modelo com maior preço é o de outra versão especial, a Harley Davidson: US$ 49.030.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Nova Fat Bob se sai bem na estrada e na cidade





Depois de se firmar no Brasil sem subsidiário e apresentar oito lançamentos no Salão Duas Rodas 2011, a Harley-Davidson começa a distribuir suas novidades nas revendas da marca no País. “A Harley-Davidson está em expansão no Brasil. O ano passado foi de muito trabalho para montarmos uma estrutura comercial que atenda bem ao nosso público. A decisão de expandirmos a linha de produtos foi um passo fundamental para tornarmos esta nova estrutura ainda mais competitiva e continuarmos oferecendo uma experiência premium completa aos nossos clientes”, afirma Longino Morawski, diretor-superintendente da Harley-Davidson do Brasil.



Seguindo essa estratégia, a HD entrou em 2012 com novas motocicletas em todas as famílias da marca – Sportster, Dyna, Softail, Touring e VRSC. Um dos destaques entre as novidades está a Harley-Davidson Fat Bob, da família Dyna, comercializada por R$ 40.700. Pertencente à linha dark custom, a Fat Bob se destaca pelo farol duplo cromado e pelos largos pneus com rodas usinadas. Mas não é só isso. Essa motocicleta ainda conta com ABS integral para auxiliar o piloto nas frenagens e um exclusivo escapamento Tommy Gun, que potencializa o som clássico do motor V2 da marca norteamericana, e reforça sua tradição centenária.



O grande diferencial da Fat Bob é o duplo farol cromado, que a destaca dos demais modelos da marca e ajuda o consumidor a identificá-la em meio a toda linha de motos da Harley-Davidson. Seguindo a estética, seu guidão estilo drag também contribui para um visual único. Inspirado nas motocicletas de arrancada, muito populares nos EUA, o guidão não é fixado diretamente na mesa e sim no canote. Como o guidão é reto e elevado, devido ao comprimento do canote, o piloto assume uma postura ereta, característica ideal para não cansar o corpo. 



Outra característica da Fat Bob e que influi na pilotagem é seu pneu largo e de perfil alto. Com medidas de 130/90 na dianteira e 180/70 na traseira, os pneus ajudam o piloto a contornar as curvas com muito estilo, mas dificultam as mudanças rápidas de direção. Assim como as rodas de 16 polegadas usinadas, que ajudam a elevar o peso do modelo – 320 kg em ordem de marcha –, garantem seu estilo inconfundível.



A Fat Bob 2012 ainda conta com amortecedores traseiros cromados e ajustáveis, escapamento Tommy Gun (2-1-2) e pintura premium, que no modelo testado era preta fosca. Chega a impressionar o volume de perguntas sobre essa moto e o fascínio com que as pessoas olham para a Harley-Davidson Fat Bob.



Dinâmica



Quando se fala em motos da Harley-Davidson, logo vem à cabeça estradas e viagens. Mas nem todos as HD seguem essa premissa. Se existem motocicletas que andam no asfalto e na terra, chamadas de dual propose, a Fat Bob dialoga também com dois mundos: a cidade e a estrada.



Os pneus largos e de perfil alto dificultam transitar em meio aos carros, mas acredite, a Fat Bob encarou diversos corredores na cidade de São Paulo, muitas vezes acompanhando modelos muito menores que ela. O guidão estilo drag é o grande responsável por isso. Outro detalhe é o torque. Com 12 mkgf a 3.500 rpm, o piloto não precisa mudar de marcha o tempo todo, transitando na cidade em primeira e segunda marcha em 80% do tempo. O torque também é característica favorável em viagens, já que a sexta e última marcha do propulsor quase nunca é requisitada — embora ajude na economia de combustível. A Fat Bob registrou consumo de 19.8 km/l na estrada e 17.5 km/l no anda e para do trânsito urbano.



Já o motor esquenta muito, fato que incomoda no trânsito urbano, mas passa despercebido em vias de maior velocidade. Bem como os comandos avançados. O piloto sentirá necessidade de tirar o pé da pedaleira para efetuar as trocas de marcha. Isso leva o condutor à fadiga em um dia todo no trânsito urbano, diferentemente das estradas, onde ocorrem menos trocas de marchas. Por outro lado, consegue-se frear sem tirar o pé da pedaleira. 



Comportamento



Desvendada as características da Fat Bob, vamos ao seu comportamento. O motor utilizado é um Twin Cam 96 de 1585 cm³ e refrigeração a ar. Como já vimos, ele apresenta um comportamento bem dinâmico, agradando na estrada e na cidade. A vibração clássica dos propulsores da marca centenária também pode ser sentida na Fat Bob. Depois de mais de 300 quilômetros rodados, o piloto passa a sentir um leve desconforto nas mãos, mas nada que atrapalhe. A potência não é divulgada pela marca, mas posso garantir que o desempenho não faz tanta diferença, já que o piloto não conseguirá viajar acima dos 120 km/h. A aerodinâmica não permite, pois o vento é sentido diretamente no peito.



Avaliando o conjunto de suspensões, nota-se a aptidão do modelo em transitar em vias pavimentadas. Mesmo sem o curso das suspensões declarado, é possível dizer que o garfo telescópico e o bichoque traseiro não têm o mesmo dinamismo do motor e foram configurados para rodar num asfalto bom. Testado em condições adversas, o conjunto encarou os problemas, mas o tranco na coluna incomodou em algumas situações.



Já os freios, duplo disco na dianteira e simples na traseira, funcionam bem em todas as situações. Claro que o comando avançado e a pedaleira robusta do freio traseiro exige uma perícia por parte do piloto, mas, mesmo assim, o auxilio do ABS integral e os eficientes discos garantem a segurança do piloto a bordo da Fat Bob.



Ainda em comportamento, cabe uma crítica a essa representante da família Dyna. Se for necessário levar garupa, o proprietário terá um problema. O banco da garupa é ingrato e uma viagem que seria para estreitar os laços, pode terminar em briga.



Desfecho



Todo consumidor precisa saber o que procura em uma motocicleta antes de fazer sua escolha. A Harley-Davidson Fat Bob atende bem ao motociclista urbano, que viaja de vez em quando e, dentro desta proposta, pode ser uma boa opção. Estilo único e motor dinâmico. São essas as principais características que fazem da Fat Bob uma motocicleta clássica e atual.



Ficha Técnica



Harley-Davidson Fat Bob FXDF



Motor Twin Cam 96, com dois cilindros em “V” e refrigeração a ar

Capacidade 1585 cm³

Câmbio Seis velocidades

Potência máxima ND

Torque máximo 12 kgf.m a 3.500 rpm

Suspensão dianteira Garfo telescópico

Suspensão traseira Bi-choque 

Freio dianteiro Disco duplo

Freio traseiro Disco Simples

Pneu dianteiro 130/90B16

Pneu traseiro 180/70B16

Comprimento total 2.330 mm

Entre-eixos 1.620 mm

Altura do assento (descarregada) 690 mm

Altura mínima do solo 125 mm

Peso (em ordem de marcha) 320 kg

Tanque de combustível 18,9 l

Cores Vivid Black/Big Blue Pearl/HD Orange/Black Denim

Preço R$ 40.700

Kia Sportage ganha GPS na versão mais cara


Alguns meses após apesentar a versão flex do SUV Sportage, a Kia está oferecendo a partir de agora o kit multimídia com sistema de navegação por GPS integrado de série na versão topo de linha do modelo. O catálogo P.588, a versão mais cara do modelo, sai por R$ 115.900 já equipada com as novidades.

Além dos sistemas de entretenimento e navegação, o Kia Sportage flex P.588 oferece ainda bancos em couro, sensor crepuscular, rodas de 18 polegadas, airbags laterais e de cortina, sensor de estacionamento traseiro e teto solar duplo panorâmico. Na motorização, o SUV é equipado com um propulsor 2.0 flex de 178 cv de potência com etanol e 169 cv com gasolina. A transmissão é automática de seis velocidades com opção de trocas sequenciais e a tração é dianteira.

Fiat apresenta linha 2013 de Palio Weekend, Strada e Siena EL

A Fiat apresentou nesta quarta-feira (13), no Recife, a linha 2013 de Palio Weekend, Strada e Siena EL. Os três modelos passam por discretas mudanças visuais externas, como novos para-choques e rodas redesenhadas. Na Palio Weekend e na Strada, as melhorias também estão no interior, com painel reformulado e, inclusive, novo volante.
Além disso, algumas versões saem de cena, outras se misturam às já existentes. A StradaWorking, com motor 1.4, aposenta a Fire, enquanto a Trekking passa a ter motor 1.6 em lugar do 1.4, com cabine simples, estendida e agora também a dupla.
O mesmo acontece com o reestilizado Siena EL, que dá fim ao Fire. Outra importante novidade é a oferta de ABS e airbag frontal de série para Palio Weekend, Strada Trekking e Strada Adventure.


Veja os preços:
Siena EL 1.0: R$ 28.150
Siena EL 1.4: R$ 30.970
Palio Weekend 1.4: R$ 41.490
Palio Weekend 1.6: R$ 43.360
Palio Adventure1.8: R$ 51.510
Palio Adventure 1.8 Dualogic: R$ 53.390
Strada Working 1.4 Cabine Simples: R$ 31.490
Strada Working 1.4 Cabine Estendida: R$ 34.540
Strada Working 1.4 Cabine Dupla: R$ 38.440
Strada Trekking 1.6 Cabine Simples: R$ 38.350
Strada Trekking 1.6 Cabine Estendida: R$ 41.150
Strada Trekking 1.6 Cabine Dupla: R$ 45.050
Strada Adventure 1.8 Cabine Estendida: R$ 47.490
Strada Adventure 1.8 Cabine Dupla: R$ 51.490
Strada Adventure 1.8 Dualogic Cabine Dupla: R$ 54.060


Na versão top, perua ganha detalhe cromado na traseira, acima da placa, com a inscrição Adventure.


Palio Weekend
A linha 2013 da Weekend não veio seguindo os passos do "irmão mais velho" Palio, totalmente renovado no fim do ano passado. Onde ela mais se parece com ele é no volante, que é novo, mas lembra muito a direção do hatch. Na Palio Adventure, as principais novidades estéticas estão no desenho da grade e no para-choque dianteiro, com detalhe cromado, como no Cinquecento.
A nova geração da Weekend, líder em vendas entre as peruas médias, ainda vai esperar. A Fiat pode não ter pressa para uma renovação maior, mas a briga no segmento tem esquentado nos últimos meses. No acumulado deste ano, em sua categoria, a Weekend soma 8.003 unidades emplacadas de janeiro a maio contra 7.510 do Volkswagen SpaceFox, com direto a um empate nas vendas de abril e diferença de apenas 58 unidades a favor do carro da Fiat em maio.
Considerando ainda as peruas grandes, o terceiro lugar -bem mais distante- ficaria com oRenault Grand Tour, com 5.392 emplacamentos neste ano. Em quarto vem o "novato" VW Space Cross (perua média), com 2.482 Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Painel da Strada Trekking: novo volante, que lembra o do Palio.


Strada
Quanto à picape, seu domínio no segmento continua longe de ser ameaçado -a Fiat gosta de lembrar que o modelo é líder há 12 anos. Ainda segundo a Fenabrave, neste ano, nos primeiros cinco meses, a Fiat vendeu 118.579 unidades da picape compacta, contra 71.202 da Volkswagen Saveiro e 45.830 da Chevrolet Montana, a única a passar por grande atualização nos últimos 2 anos.
A principal mudança, assim como na Weekend, está no painel atualizado, incluindo o volante. Segundo a Fiat, a nova direção foi desenvolvida para os 3 modelos mostrados em Recife, mantendo a moldura central, mas com variação de acabamento que vai do básico -caso do volante do Siena EL- ao top, que são as Adventure. No caso da Adventure Dualogic, versão com câmbio automatizado da Weekend e da Strada, a direção terá como opcional "borboletas" (paddle shifters) e controle do rádio.
Siena ex-intermediário
Com visual diferente do Grand Siena, que procurou se desvencilhar da imagem de carro popular, o Siena EL se firma como "o modelo de entrada da Fiat entre os sedãs compactos", como descreve a montadora, agora aposentando de vez o Fire. Seus motores 1.0 e 1.4 foram mantidos. Além de ter o interior atualizado, o modelo ganhou retoques externos, como no para-choque dianteiro. Como item de série, passa a contar com apoio de pé para o motorista.
Siena EL tem para-choque inspirado no do Grand Siena .



HAIMA: MAIS UMA CHINESA NO MERCADO

A mais recente chinesa a chegar ao Brasil é a Haima, que esteve no Salão do Automóvel de 2010, mas só agora, mais precisamente no próximo mês, começa a vender seus produtos no país.A marca estreia com três modelos: o hatchback Haima 2, o sedã Haima 3 e o crossover Haima 7. Mas até o fim do ano deve apresentar um compacto, o Haima 1, além da versão hatch do Hai- ma 3 e da automática do Haima 7.

A marca chega com boas referências. Criada em 1988, ela integra o portfólio da empresa FAW (de First Automobile Works), que tem como parceiras VW,Toyota e Mazda.A Haima nasceu de uma joint- venture com a Mazda: Hai vem do nome do lugar onde a empresa foi criada, Haikou, e Ma, de Mazda.

A sociedade durou até 2006, mas a Mazda ainda colabora no desenvolvimento de novos projetos, segundo Abdul Ibraimo, presidente da Districar, empresa que representa a Haima no Brasil.

No início de março, a Districar assinou o protoco- lo de intenção de instalar uma fábrica no Brasil, no Espírito Santo, para produzir veículos das três mar- cas que representa - Haima, SsangYong e Changan. Contudo, até o fechamento desta edição, o sucesso da Bramo - Brasil Montadora deVeículos - dependia ainda das resoluções do governo para o setor.

Com ou sem fábrica, no entanto, a Haima já está pronta para iniciar a operação, segundo Ibraimo. Na chegada, a marca terá uma rede de concessionárias pequena, com cerca de 15 pontos, localizados nas principais capitais do país e no Distrito Federal. A cidade de São Paulo terá dois endereços. Os carros terão três anos de garantia, ou 60000 km, e não devem ter problemas com peças de reposição, de acordo com o executivo: "Contamos com um volu- me de 211 000 peças, de 1 570 itens diferentes."

O crossover Haima 7 deve ser o carro-chefe da Haima no Brasil. Segundo o importador, na estreia, a expectativa de vendas é a mesma para os três modelos que serão oferecidos pela marca. Mas o crossover deve se destacar, quando ganhar uma ver- são automática, o que pode ocorrer no fim deste ano. Inicialmente, o Haima 7 terá apenas uma caixa de marchas - manual - e duas opções de acabamento: Comfort e DLX. O motor será sempre o 2.0VVTi de 150 cv e a tração, 4x2, dianteira.

A versão Comfort, mostrada aqui, vai custar 64 900 reais e a DLX, 74 900 reais. A impressão é que a Districar apontou a artilharia para o Hyundai Tucson, vendido nas versões manual (64 000 reais) e automática (74 900 reais). Mas também mantinha na mira o Renault Duster, que tem valores entre 61 500 e 65 800 reais, para as versões equipadas com motor 2.0, manual e automática, 4x2 e 4x4.

Sem câmbio automático e sem tração integral, o Haima fica em clara desvantagem. Entretanto, quan- do se considera o que ele oferece como itens de série, a distância diminui. Já na versão mais simples o Hai- ma 7 tem rodas de alumínio aro 16, duplo airbag, ABS, ar-condicionado, piloto automático, volante multifuncional, repetidores nos retrovisores exter- nos, sistema de som (com entradas auxiliar e USB), sensor de estacionamento e sensor de pressão nos pneus. Na top, há dois airbags laterais, ESP, teto
solar, bancos elétricos e de couro sintético - além de ar-condicionado automático e rodas aro 17.

Quando se abre o capô do motor, nota-se que todos os componentes são de fornecedores chineses. Em alguns casos, os ideogramas ocultam empresas ocidentais, como é o caso da Bosch, que fornece o sistema de freiosABS e a central do motor.

O acabamento tem pontos elogiáveis no que diz respeito aos encaixes das peças, tanto na carroceria quanto na cabine. Mas o painel poderia passar a impressão de melhor qualidade. A ergonomia tam- bém deixa a desejar: falta apoio ao corpo e a alavan- ca do câmbio fica distante da mão.

Bem calçado nos pneus 235/70 R16, o crossover tem bom comportamento dinâmico. Sua direção é leve mas precisa e a suspensão (McPherson na frente e multilink atrás) é confortável, mas firme - ajudada pela carroceria de elevada rigidez. Ao rodar por pisos irregulares, nota-se a solidez do conjunto, pela ausência de torções e ruídos.

O Haima acelerou bem, com tempo de 12 segun- dos nas provas de 0 a 100 km/h, mas foi lento nas retomadas, com 15,2 segundos nas passagens de 60 a 100 km/h em quarta marcha. Na hora de parar, vin- do a 80 km/h, ele precisou de 25,9 metros. Boa mar- ca. O consumo não foi ruim, mas poderia ser melhor. O crossover fez as médias de 8,1 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada, rodando com gasolina.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO


direção é leve;
 os freios, eficientes; e a suspensão, firme, mas confortável.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO

O câmbio está bem escalonado, mas o motor é despretensioso.
★★★

CARROCERIA
No estilo, lembra
o Renault Duster. Tem boa rigidez torcional.
★★★

VIDA A BORDO

O acabamento
é de qualidade, mas a ergonomia é ruim.
★★★

SEGURANÇA
Versão Comfort tem ABS e duplo airbag. DLX vem com ESP e quatro airbags.
★★★★

SEU BOLSO
Precisaria custar menos para ser competitivo.
★★

VEREDICTO

Ele tem virtudes em acabamento, consumo e conforto ao rodar. Mas custa caro e carece de câmbio automático.