quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Motor novo dá fôlego a Logan e Sandero


Nem sempre o que há de melhor está em nossa vista. Esse é o caso da recém-apresentada linha 2013 dos Renault Logan e Sandero. A principal novidade dos carros é o propulsor 1.6 8V flex HiPower, que agora desenvolve 106 cv com etanol e 98 cv com gasolina. O torque também aumentou, agora oferecendo 15,5 kgfm e 14,5 kgfm, respectivamente, sempre a 2.850 rpm. Segundo a Renault, cerca de 85% do torque aparece já aos 1.500 rpm.


O motor anterior, o HiTorque, teve 51 de suas 150 peças retrabalhadas para 2013, sendo que doze são novas e foram desenvolvidas no Brasil. Um trabalho de 36 meses. Os números do motor antigo eram 95 cv de potência com etanol e 92 cv com gasolina. Respectivamente, o torque era de 14,1 kgfm e 13,7 kgfm.


Dividindo as atenções com o novo propulsor de oito válvulas está a versão GT Line, de apelo esportivo, que agora goza do status de modelo de série, não mais uma edição especial como ocorreu no passado e tem preço inicial de R$ 38.470. 


Mesmo valor cobrado pela versão Privilège, equipada com o mesmo 1.6 8V. Porém, ao contrário da última, a versão GT Line traz de série rodas de liga-leve de 15 polegadas escurecidas. Também são exclusivas da configuração esportiva os detalhes em vermelho ao redor das saídas de ar, costura vermelha no volante,espelhos pintados de preto, faróis com máscara negra, para-choques exclusivos, aerofólio na cor preta e painel de instrumentos com fundo branco. Os cintos de segurança acompanham o tema e são da cor vermelha.


As medidas para Logan e Sandero, assim como o visual externo, não mudaram e continuam apostando no bom espaço interno. Logan, com seu porta-malas de 510 litros,mede 4,3 m de comprimento, 1,7 m de largura, 1,5 m de altura e 2,6 m de distância entreeixos. Para o Sandero, respectivamente, as medidas são 4 m, 1,7 m, 1,5 m e 2,6 m. O bagageiro do hatch leva 320 litros.


Os motores 1.0 16V não sofreram alterações para 2013, mas a lista de equipamentos para Logan e Sandero, sim. Para o sedã de entrada, com preços partindo de R$ 26.450, calotas e desembaçador traseiro, antes opcionais, vêm de série. Já o Sandero 2013 de entrada tem preço anunciado de R$ 27.030 traz de fábrica desembaçador e limpador do vidro traseiro e aquecedor. O motor 1.0 16V flex é capaz de desenvolver 77 cv com etanol e 76 cv com gasolina. Para esse propulsor, o câmbio é manual de cinco marchas.


Para quem escolher o novo motor 1.6 8V, os preços iniciais são R$ 35.930 e R$ 35.480, respectivamente para Sandero e Logan. Os motores 1.6 16V flex de 112 cv com etanol e 107 cv com gasolina continuam sendo exclusividade das versões topo de linha equipadas com o câmbio automático de quatro velocidades e da série limitada Rip Curl.


Impressões

A única resposta que interessa sobre o novo propulsor 1.6 8V é a que o pé direito pede ao acelerador. Nesse sentido, Logan e Sandero se aproveitaram desse "sopro" de força a mais. Na prática, o carro não surpreende na condução urbana, pois as arrancadas não chegam a ser vigorosas. Porém, é em pequenos detalhes que se vê a diferença, como dobrar uma esquina em terceira marcha, ou fazer menos reduções em retomadas aproveitando o torque a mais do motor HiPower. Ele é capaz de rodar a pouco mais de 1.000 rpm sem maiores trepidações ou hesitações.

A GT Line, novidade da linha Sandero, é um animal diferente. com exceção aos adereços visuais, não tem nada a mais que qualquer Sandero 1.6 8V. Novamente nos detalhes o modelo mostra o que tem de especial: a ponteira cromada de escape é capaz de produzir um ronco mais presente na cabine e instiga o motorista a acelerar mais. As rodas de liga-leve, apesar de similares às já usadas no Stepway, pintadas de cor escura dão a impressão de que o Sandero GT Line está mais baixo, mesmo que nada tenha sido alterado em relação ao conjunto de suspensão. 

Com um preço igual ao da versão topo de linha Privilège, o esportivo parece uma barganha, mas é bom ficar atento, pois espelho elétrico e vidros elétricos nas portas traseiras não podem ser equipadas nem como opcionais no GT Line. Na Privilège, tais equipamentos são de série.

Sob o capô, modificações otimizam o motor

A lista de mudanças no propulsor 1.6 8V flex é extensa. A principal alteração foi a taxa de compressão do motor, que é a força com a qual o pistão comprime a mistura ar/combustível dentro do cilindro. Passando de 9,5:1 para 12:1, os engenheiros da Renault conseguiram um motor mais eficiente, mas precisaram modificar outros componentes para lidar com o esforço extra do bloco, já que a medida gera mais pressão e calor na câmara de combustão.


O pistão recebeu novos anéis e saias de grafite nas laterais para reduzir o atrito com os cilindros. O comando de válvulas e a sede de válvulas foram modificados para aguentar a pressão da maior taxa de compressão. Já a junta do cabeçote agora é composta por três camadas para lidar melhor com a temperatura extra. 


Mercado


Gustavo Schmidt, vice-presidente Comercial da Renault do Brasil declarou que a marca espera vendas entre 6.500 e 7.000 Sandero por mês com a introdução do GT Line e somando-se as vendas do Stepway. "Nós esperamos que o Sandero atinja 3,2% de participação de mercado com a introdução da versão esportiva e do novo motor HiPower. Para o Logan, esperamos que a participação fique em torno de 1,1%. Trabalhamos com uma previsão de vendas no Brasil para o mês de agosto de 390 mil automóveis e comerciais leves". O executivo ainda espera que as vendas da nova versão de apelo esportivo represente cerca de 7% de todas as vendas do Sandero, ou cerca de 800 carros por mês.


Fábrica - No final de 2012, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) deverá fechar as portas por dois meses para ser reformada. "Vamos adicionar uma capacidade de produzir 100 mil carros a mais por ano", explica Schmidt. Hoje, a planta paranaense produz entre 220 mil e 230 mil carros anualmente.


Confira os preços da linha 2013 de Logan e Sandero

Logan 2013
- Logan Authentique 1.0 16v - R$ 26.450 
- Logan Expression 1.0 16v - R$ 31.770 
- Logan Expression 1.6 8V - R$ 35.480 
- Logan Expression 1.6 16v (aut.) - R$ 39.230

Sandero 2013
- Sandero Authentique 1.0 16V - R$ 27.030 
- Sandero Expression 1.0 16V - R$ 32.610
- Sandero Expression 1.6 8V - R$ 35.930
- Sandero GT Line 1.6 8V - R$ 38.470 
- Sandero Privilège 1.6 8V - R$ 38.470
- Sandero Privilège 1.6 16V (aut.) - R$ 41.750
- Sandero Stepway 1.6 8V - R$ 40.660
- Sandero Stepway 1.6 16V (aut.) - R$ 44.870
- Sandero Stepway Rip Curl 1.6 16V - R$ 41.150

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Gol e Voyage entram no padrão Volkswagen






Não se trata de uma mudança radical na aparência, como aconteceu em 2008, com a apresentação da sua quinta geração, nem de uma revolução mercadológica, como foi a partir de 2003 com a introdução do motor bicombustível. O Novo Gol, que estreia nas lojas no final de julho, evoluiu, mas não se transformou.

Tanto o Gol como o Voyage seguem agora o padrão mundial de design da montadora, lançado há cerca de cinco anos. "Este direcionamento do desenho dos modelos faz parte de uma estratégia do fabricante. A ideia é que este padrão sempre identifique o carro como um Volkswagen", explica Luiz Alberto Veiga, chefe de design da marca. À primeira vista, isso se traduz em Gol com cara de Fox e Voyage com jeito de Jetta. As diferenças de um modelo em relação ao outro são sutis, como os detalhes cromados na grade dianteira e a inclinação dos farois. 

A oferta de motor 1.0 e 1.6, além das opções de câmbio manual e automatizado i-Motion, foram mantidas, assim como a geração 4 do modelo, que continua à venda. O bloco de entrada, que passa a ser chamado de TEC (tecnologia para economia de combustível), passou por alterações para ficar até 4% mais econômico, graças à disposição de mais torque em baixas rotações e ao aperfeiçoamento do sistema de injeção de combustível. 

Desde a versão mais barata, o compacto e o sedã são equipados com vidros dianteiros elétricos, travamento central, coluna ajustável da direção, destravamento interno elétrico da tampa do porta-malas e desembaçador do vidro traseiro. Os preços partem de R$ 27.990 e chegam a R$ 40.890 para o Gol, e de R$ 29.990 a R$ 43.490 para o Voyage. Tanto o Gol como o Voyage podem receber quatro pacotes de opcionais, chamados de Trend, i-Trend, Blue Motion Technology e i-Trend Bluemotion Technology.

Evolução mecânica melhora dirigibilidade

O primeiro contato com a versão 1.0 do Gol agradou, em razão da escolha de material de melhor qualidade para acabamento e do cuidado no encaixe das peças - apesar da notável tampinha que cobre o buraco do extinto pino de travamento. Por R$ 324, esta versão de entrada pode ser equipada com o kit Bluemotion Technology, que agrega pneus 175/70 R14 com menos resistência à rolagem e indicador de consumo e de marcha adequada no computador de bordo. De acordo com a montadora, a diminuição no gasto de combustível pode chegar a 8% neste caso.

Com o opcional i-System, disponível no pacote i-Trend, a tecnologia ECO Comfort dá dicas para o motorista otimizar o consumo, por meio de mensagens no painel, com, por exemplo, "ar condicionado ligado; fechar janelas", no caso de os vidros estarem mais de 20% abaixados. 

Na avaliação, a condução se mostrou agradável: o conjunto da suspensão é firme, mas sem causar desconforto, enquanto a dirigibilidade evoluiu graças ao torque disponível em baixa rotação. Os dados para potência e torque são 76 cv a 5.250 rpm e 10,6 mkgf a 3.850 giros, respectivamente. O motorista percebe que a segunda marcha é mais mais longa, enquanto a primeira e terceira são mais curtas. Não há dificuldade em encaixar a alavanca do câmbio. Já o motor 1.6 (104 cv/15,6 mkgf) recebeu inovações para diminuir o atrito.

Sem grandes expectativas - bem diferente do clima de lançamento da quinta geração do Gol, há quatro anos, a apresentação do compacto e do sedã renovados não parece trazer grandes expectativas para a montadora. Ao menos no que diz respeito ao volume de vendas esperado. De acordo com o gerente de marketing, Henrique Sampaio - que considera o interesse pelo carro por clientes de outras montadoras -, "o volume mensal dos modelos, com 16 mil unidades do Novo Gol, 6.000 do Gol G4 e 7.000 do Voyage, deverão ser mantidos". 

Outras variações do compacto, como a configuração Rallye e duas portas, por exemplo, não estão descartadas e também podem incorporar as mudanças apresentadas pelo Novo Gol. A versão perua da família Gol, por sua vez, continuará em linha sem alterações. "O foco da Parati está nos frotistas", conclui. 

Confira os preços da linha Gol e Voyage 2013:
- Gol 1.0: R$ 27.990
- Gol 1.6: R$ 31.890
- Gol 1.6 i-Motion: R$ 34.490
- Gol 1.6 Power: R$ 38.290
- Gol 1.6 Power i-Motion: R$ 40.890
- Voyage 1.0: R$ 29.990
- Voyage 1.6: R$ 34.590
- Voyage 1.6 i-Motion: R$ 37.190
- Voyage 1.6 Comfortline: R$ 40.890
- Voyage 1.6 Comfortline i-Motion: R$ 43.490

terça-feira, 10 de julho de 2012

BNDES libera R$ 342 mi para VW fazer Up! no Brasil

Quantia também será aplicada em projeto de novo sedã médio e em projetos sociais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 342 milhões de reais para a Volkswagen do Brasil desenvolver novos automóveis no país e ampliar projetos sociais de sua fundação.
O aporte será aplicado na produção local do Up!, subcompacto lançado na Europa no final de 2011 e chamado por lá de “Fusca do Século 21”, principalmente por ser o modelo de grande volume de vendas - e fundamental no ambicioso plano da VW de se tornar líder mundial até 2018. O dinheiro emprestado pelo BNDES também será investido na produção de um novo sedã médio, provavelmente posicionado abaixo do Jetta, e em reestilizações – ou facelifts, como diz o BNDES – de modelos vendidos atualmente pela empresa.
Com o montante financeiro, a VW deve modernizar as fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté (ambas em São Paulo) e São José dos Pinhais (PR), ao invés de construir uma nova planta no Nordeste, como era especulado anteriormente. Sobre o sedã médio, o modelo ocuparia o lugar do finado Bora, e são grandes as chances do carro ser um projeto global, decisão que seria fundamental no ambicioso planejamento da Volkswagen em assumir o topo das vendas mundiais dentro de seis anos.
Além do financiamento dos novos modelos, dois projetos da Fundação Volkswagen serão beneficiados. O primeiro deles é o Costurando o Futuro, que passará a oferecer oficinas de corte e costura aos interessados que morem nos arredores da fábrica de São José dos Pinhais – o projeto já é oferecido em São Bernardo do Campo. O outro projeto é o Aceleração da Aprendizagem, que busca incentivar o estudo de crianças e será estendido para o Espírito Santo. Atualmente, o projeto é praticado apenas em Resende (RJ).

sábado, 7 de julho de 2012

Avaliação Motors & Cia: Chevrolet Sonic 1.6

Pontos positivos: Desempenho, consumo, segurança, estabilidade, acabamento e preço.


Pontos negativos: Porta malas.

NOTA: 8,0

Meriva e Zafira ganham edição especial de adeus



Há duas semanas, a Chevrolet lançou a Spin, minivan que passará a ocupar o lugar da Zafira e Meriva. A marca apresentou, em seu site oficial, a edição limitada Collection para dizer adeus aos modelos que saem de cena. A configuração especial será limitada em 500 unidades para cada carro e leva detalhes especiais, como uma nova opção de cor, chamada de cinza Rusk, e chaveiro e manual do proprietário personalizado. Na edição limitada, a Meriva sai por R$ 42.900 e a Zafira por R$ 68.900.



A Meriva Collection, além dos adereços especiais, leva de série: airbag, direção hidráulica, ar-condicionado, rodas aro 15 e sistema de som com Bluetooh e entrada auxiliar. Nesta configuração, o modelo vem equipado com motor 1.4 EconoFlex com 105 e 99 cv de potência, abastecida com etanol ou gasolina, respectivamente. A Zafira é equipada com motor 2.0 FlexPower com 140 cv de potência, rodando no etanol e 133 cv na gasolina. De série, leva freios ABS, airbag duplo frontal e lateral, ar-condicionado digital, direção hidráulica, sistema de som com comando no volante e câmbio automático. 

Chevrolet Sonic VS JAC J5





A briga deste comparativo foi baseada em preço e motorização. Com valores muito similares, os sedãs Chevrolet Sonic e JAC J5 se encaram para mostrar quem é quem no jogo entre os três-volumes que custam, em média, R$ 50 mil.

Novata no segmento de sedãs médios, a JAC lançou, em março deste ano, o J5, chinês que ainda não alcançou o volume de venda esperado, entre 700 e 1.000 unidades mensais. Entre março e junho de 2012, 593 unidades foram emplacadas, ou seja, uma média de 148 carros por mês. Do outro lado do ringue, o recém-chegado sedã Chevrolet Sonic, ao contrário do adversário, tem apresentado resultado significativo na tabela: só em junho, foram 807 unidades.

Números, no entanto, não são tudo... O J5 ganha o primeiro round por ser mais barato e oferecer os mesmos equipamentos de série do adversário. Por R$ 49.990, é vendido em configuração única com airbag duplo, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, ar-condicionado digital, sistema de som com entrada miniUSB (exige adaptador), faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, trio elétrico e luz de mudança de direção no retrovisor externo. Na versão LTZ, o Sonic soma controle do sistema de som no volante e mais R$ 1.600 no cheque. Custa R$ 51.500.

INTERIOR JAC J5
O segundo assalto desta luta parte para o desempenho. Por ser um carro médio, mas com proporções generosas (4,5 m de comprimento e 1,7 m de largura), o torque do motor VVT 1.5 de 16V de 15,5 mkgf é exigido com mais frequência em ultrapassagens e saídas em subidas. Com 125 cv de potência, a impressão que se tem é que o bloco a gasolina não dá conta de carregar o três-volumes de 1.300 quilos. O câmbio manual de cinco velocidades, por sua vez, não tem encaixe preciso.

A bordo do Sonic, a sensação é outra. Menor e mais leve (4,3 de comprimento, 1,7 m de largura e 1.200 quilos), o motor Ecotec de 1,6 cilindrada e 120 cv/16,3 mkgf (álcool), torna a condução mais leve e se esforça menos para trabalhar. A caixa de velocidade forma uma boa parceria com o motor e não decepciona no engate da alavanca.

Dirigir o modelo da Chevrolet é mais agradável. Além de contar com uma melhor posição para a condução (há ajuste de altura e profundidade da direção, enquanto o J5 oferece apenas de altura), o carro tem uma regulagem mais firme e se mostra mais estável nas curvas. O conjunto da suspensão do J5 é macio demais, o que interfere no comportamento do carro ao ultrapassar valetas ou fazer curvas.

J5 passa discrição, enquanto Sonic é polêmico

Além do comportamento mecânico, J5 e Sonic também se distinguem para valer no visual. O primeiro desenhado por estúdio italiano segue a receita dos sedãs de sucesso japoneses. Somado às rodas de 16 polegadas e detalhes cromados, o design agrada. O Sonic, por sua vez, chama a atenção pela frente proeminente e farois circulares.

INTERIOR CHEVROLET SONIC
A mesma disparidade se dá no interior. Por dentro, o chinês oferece um ambiente convencional e com acabamento de qualidade inferior; na unidade avaliada, algumas peças já estavam descascando. O Sonic desfila um painel que parece inspirado em motocicletas, com o conta-giros posicionado à esquerda e velocímetro digital. O desenho, apesar de inovador entre os automóveis, pode não agradar a todos.

Com entre-eixos de 2,71 m, o J5 oferece mais espaço interno. A mesma medida para o Sonic é de 2,52 metros. A desvantagem na cabine, no entanto, se transforma em ponto positivo no bagageiro. O chinês carrega 460 l, enquanto sedã da Chevrolet leva 477 litros no porta-malas.

Veredicto: Pelo custo-benefício, quem sai à frente é o sedã da JAC. O Sonic, porém, é mais moderno, oferece opção de câmbio automático na linha e tem desempenho superior ao modelo da marca chinesa. Outro ponto que conta a favor do Chevrolet também é cuidado maior com o encaixe das peças no painel. A marca, entretanto, poderia ter revisado a ideia de colocar um vidro traseiro que passe da cabeça dos passageiros. Em dias de muito sol, a luz bate na cabeça, já que o degradê não segura a intensidade.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

BMW traz novo Série 3 ao Brasil



A sexta geração do Série 3 chegou às ruas brasileiras. Um dos modelos mais conhecidos da BMW, o carro continua apostando na fórmula de esportividade e luxo que consagrou o modelo ao longo de quase quatro décadas.
O sedã será oferecido com cinco opções de acabamento, sendo quatro disponíveis na versão de entrada 328i. Cada uma delas conta com detalhes exclusivos de acabamento, bem como rodas de liga leve diferenciadas e até variações no revestimento interno. Em comum, todas usam um motor 2.0 biturbo, que entrega 245 cv. A opção topo-de-linha é a 335i, oferecida com o pacote Sport e motor 3.0 de seis cilindros e 306 cv. Nas duas motorizações a transmissão escolhida foi a automática de oito velocidades.
A lista de equipamentos de série traz o que se espera de um sedã de luxo, como oito airbags, controles de tração e estabilidade e freios ABS com EBD. Há também itens pouco comuns até para modelos de luxo, como o sensor para abertura da tampa do porta-malas, acionado por um movimento feito com os pés logo abaixo do compartimento de bagagens. A conectividade a bordo é realizada via Bluetooth, permitindo acessar desde redes sociais até o buscador Google. Tanta tecnologia ajuda até em caso de acidentes, já que o teleassistance pode enviar mensagens de texto diretamente do celular do condutor para uma central de atendimento, que identifica a urgência da ocorrência.
O design conserva o estilo sóbrio dos carros da BMW, mas não deixa a esportividade de lado. Os faróis afilados se unem com a grade dupla e a traseira lembra muito o Série 5, especialmente no formato das lanternas. Seguindo a tendência de proliferação de LEDs, os diodos marcam presença até nas luzes de seta nos retrovisores.
A nova linha Série 3 ganhará novos integrantes nos próximos meses. Estão previstos os lançamentos do 320i, versão que deve ter preço abaixo dos 130 mil reais, e de uma variação com o pacote esportivo M.
Veja os preços do novo BMW Série 3, já com o novo IPI:
BMW 328i: R$ 171.400
BMW 328i Sport: R$ 189.700
BMW 328i Luxury: R$ 212.950
BMW 328i Modern: R$ 229.950
BMW 335i Sport: R$ 294.950

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Spin renova espírito familiar da GM




Spin substituirá Meriva e Zafira
Ao volante de um Chevrolet Meriva, o motorista do táxi justifica a excitação em ver a Spin no estacionamento do Credicard Hall, em São Paulo, logo após o lançamento da minivan: "a Chevrolet dominou o mercado de táxis com a aposentadoria do VW Santana, mas começou a perder mercado para Fiat Idea e SpaceFox. Já tinha passado da hora de renovar a linha", disse, interessado no preço da novidade.

É no valor, que parte de R$ 44.590 e chega a R$ 54.690, que a Spin apoiará sua receptividade. A solução não é inédita: carroceria para levar cinco ou sete passageiros, duas versões de acabamento (LT e LTZ) e motor de 1,8 litro flex. "Não é a transmissão automatizada da Meriva, não, né? Porque meu carro é, literalmente, um elefante branco", brincou o taxista.

Não. A transmissão que serve a Spin é manual de cinco velocidades ou automática de seis marchas, derivada do Cobalt, sedã que chegou ao mercado no final do ano passado. É com ele que a nova minivan divide a plataforma e, de acordo com rápida definição de um executivo da montadora "até a coluna B, o carro é um Cobalt". 

O entre-eixos foi mantido o mesmo do três-volumes: 2,62 metros, mas o assoalho foi elevado em 60 mm. A percepção de espaço, ao contrário do que acontece no sedã, no entanto, é outra. Os bancos dianteiros ficam bem afastados das portas e a segunda fileira comprime o terceiro passageiro. Lá atrás, o investimento para poder oferecer câmbio automático por um preço mais baixo sacrificou a disposição do assento, que é inteiriço e obriga a carregar bagagem sobre ele caso haja seis ocupantes. 

Na estrada, minivan comprova apelo familiar

Servido pelo motor 1.8 Econo.Flex de 108 cv de potência e 17,1 mkgf de torque com álcool, o veículo cumpre o papel de carro familiar. Durante o teste drive em trecho rodoviário, a Spin rodou a uma velocidade média de 110 km/h, sem fazer esforço para atingir a marca no velocímetro.  
Nas poucas curvas enfrentadas durante o trajeto da avaliação, a minivan se mostrou estável. O que chamou a atenção, no entanto, foi a trepidação do volante, mesmo em trechos com asfalto em boas condições. 

O incômodo ficou por conta da atuação da transmissão automática de seis marchas durante as retomadas de velocidade. O conta-giros chega aos 6.000 rpm para a troca de velocidade, o que dá a sensação de impotência nas tentativas de ultrapassagem. A caixa permite a realização das trocas manualmente, por meio de um pequeno botão na lateral da alavanca. A possibilidade, porém, não resulta em grande melhora no desempenho da transmissão.

Na versão com cinco lugares, a Spin possibilita nove combinações dos assentos e capacidade de bagageiro que varia entre 710 l e 1668 litros, enquanto o modelo de sete bancos oferece 23 configurações e espaço para levar de 162 l a 952 litros no porta-malas. O manejo dos bancos é prático, mas requer um pouco de força. Por enquanto, o passageiros do meio da segunda fileira não conta com encosto de cabeça, mas, de acordo com o fabricante, o equipamento de segurança passará a equipar o carro em alguns meses.

Desde a versão mais barata, a Spin sai da fábrica com airbag duplo, freios ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas. O topo de linha das duas versões agrega câmbio automático. Vale ressaltar que em nenhum modelo há saída traseira do ar-condicionado. Mesmo na opção de entrada, o acabamento não deixa a desejar: as peças parecem bem-encaixadas e o plástico usado passa sensação de resistência.

Mestiça, minivan será brasileira e asiática

Desenvolvido pela equipe de engenharia brasileira da GM, a minivan será fabricada em São Caetano do Sul (sp) e na Ásia, mercado que, junto da América do Sul e da África, receberá o modelo familiar. A previsão da montadora é vender entre 2.800 e 3.000 unidades do modelo, sendo 50% da versão LT e 50% da LTZ. A conta será dividida da mesma forma entre a opção com câmbio manual e automático.
Spin é equipado com motor de 1,8 litro Econo-Flex

Tanto Meriva como Zafira continuam à venda no mercado. "A ideia é manter opções para todos os tipos de público, uma vez que a Meriva é 1.4 e a Zafira 2.0. A produção dos dois modelos, cujo foco é principalmente em frotistas, será monitorada de acordo com a procura", explicou o diretor de marketing Gustavo Colossi. Em média, a montadora contabiliza 600 unidades da Zafira e 1.500 da Meriva por mês. No que depender da Spin, entretanto, chegou a hora, definitivamente de os dois modelos deixarem o ponto...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Chrysler convoca Town&Country e Journey para recall



A Chrysler anunciou a convocação de 292 unidades do Town&Country (ano/modelo 2008) e 1.490 unidades do Dodge Journey fabricados em 2010 e entre os meses de novembro de 2007 e novembro de 2008 para a realização de reparos diferentes em cada modelo e ano. 

Segundo a montadora, o dreno do radiador do sistema de ar-condicionado da Town&Country pode apresentar falha, deixando água vazar no carpete do carro. O problema pode ocasionar em contaminação do módulo de controle de ocupação do assento que pode acionar uma advertência no painel sobre a utilização do air-bag e em casos extremos acionar o componente de segurança sem aviso prévio.

Já para as unidades do crossover Journey produzidas entre novembro de 2007 e novembro de 2008, o chamado envolve a substituição dos chicotes elétricos das pontas dianteiras direita e esquerda. A Chrysler informou que os componentes podem se romper interrompendo o sistema de comunicação de colisões laterais. Dessa forma caso o motorista bata a lateral do veículo o sistema de segurança pode não acionar o airbag.  

Para os carros produzidos em 2010 a inspeção será realizada no número de identificação de material da mangueira de pressão da direção hidráulica. O equipamento pode se romper, e causar perda do fluído da direção, o que pode ocasionar em incêndio no compartimento do motor. 

O chamado envolve apenas 88 unidades vendidas no Brasil e as verificações e possíveis substituições serão feitas sem custo, pela montadora. A Chrysler informa que para identificar o número do chassi, confirmar horário de funcionamento das revendas e localização, o proprietário deve acessar o site da montadora ou entrar em contato pelo telefone 0800-7037140.

Ford revela a F-150 Limited


A Ford segue investindo no segmento de picapes de luxo. A montadora divulgou detalhes e imagens da nova versão Limited da F-150, que aposta na potência e no acabamento de alto padrão para emplacar no mercado dos Estados Unidos.
A picape Limited é movida pelo motor V6 3.5 EcoBoost, capaz de gerar 365 cavalos de potência. O consumo médio é de 22 milhas por galão (mpg). Entre outras características, o veículo também tem rodas de alumínio polido de 22 polegadas, bancos térmicos (podem ser aquecidos ou resfriados) vermelhos, teto solar e a insígnia “Limited”.
Apesar de não ter o preço divulgado, sabe-se que a versão Limited 2013 será a mais cara entre todas as F-150. Atualmente, o modelo com maior preço é o de outra versão especial, a Harley Davidson: US$ 49.030.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Nova Fat Bob se sai bem na estrada e na cidade





Depois de se firmar no Brasil sem subsidiário e apresentar oito lançamentos no Salão Duas Rodas 2011, a Harley-Davidson começa a distribuir suas novidades nas revendas da marca no País. “A Harley-Davidson está em expansão no Brasil. O ano passado foi de muito trabalho para montarmos uma estrutura comercial que atenda bem ao nosso público. A decisão de expandirmos a linha de produtos foi um passo fundamental para tornarmos esta nova estrutura ainda mais competitiva e continuarmos oferecendo uma experiência premium completa aos nossos clientes”, afirma Longino Morawski, diretor-superintendente da Harley-Davidson do Brasil.



Seguindo essa estratégia, a HD entrou em 2012 com novas motocicletas em todas as famílias da marca – Sportster, Dyna, Softail, Touring e VRSC. Um dos destaques entre as novidades está a Harley-Davidson Fat Bob, da família Dyna, comercializada por R$ 40.700. Pertencente à linha dark custom, a Fat Bob se destaca pelo farol duplo cromado e pelos largos pneus com rodas usinadas. Mas não é só isso. Essa motocicleta ainda conta com ABS integral para auxiliar o piloto nas frenagens e um exclusivo escapamento Tommy Gun, que potencializa o som clássico do motor V2 da marca norteamericana, e reforça sua tradição centenária.



O grande diferencial da Fat Bob é o duplo farol cromado, que a destaca dos demais modelos da marca e ajuda o consumidor a identificá-la em meio a toda linha de motos da Harley-Davidson. Seguindo a estética, seu guidão estilo drag também contribui para um visual único. Inspirado nas motocicletas de arrancada, muito populares nos EUA, o guidão não é fixado diretamente na mesa e sim no canote. Como o guidão é reto e elevado, devido ao comprimento do canote, o piloto assume uma postura ereta, característica ideal para não cansar o corpo. 



Outra característica da Fat Bob e que influi na pilotagem é seu pneu largo e de perfil alto. Com medidas de 130/90 na dianteira e 180/70 na traseira, os pneus ajudam o piloto a contornar as curvas com muito estilo, mas dificultam as mudanças rápidas de direção. Assim como as rodas de 16 polegadas usinadas, que ajudam a elevar o peso do modelo – 320 kg em ordem de marcha –, garantem seu estilo inconfundível.



A Fat Bob 2012 ainda conta com amortecedores traseiros cromados e ajustáveis, escapamento Tommy Gun (2-1-2) e pintura premium, que no modelo testado era preta fosca. Chega a impressionar o volume de perguntas sobre essa moto e o fascínio com que as pessoas olham para a Harley-Davidson Fat Bob.



Dinâmica



Quando se fala em motos da Harley-Davidson, logo vem à cabeça estradas e viagens. Mas nem todos as HD seguem essa premissa. Se existem motocicletas que andam no asfalto e na terra, chamadas de dual propose, a Fat Bob dialoga também com dois mundos: a cidade e a estrada.



Os pneus largos e de perfil alto dificultam transitar em meio aos carros, mas acredite, a Fat Bob encarou diversos corredores na cidade de São Paulo, muitas vezes acompanhando modelos muito menores que ela. O guidão estilo drag é o grande responsável por isso. Outro detalhe é o torque. Com 12 mkgf a 3.500 rpm, o piloto não precisa mudar de marcha o tempo todo, transitando na cidade em primeira e segunda marcha em 80% do tempo. O torque também é característica favorável em viagens, já que a sexta e última marcha do propulsor quase nunca é requisitada — embora ajude na economia de combustível. A Fat Bob registrou consumo de 19.8 km/l na estrada e 17.5 km/l no anda e para do trânsito urbano.



Já o motor esquenta muito, fato que incomoda no trânsito urbano, mas passa despercebido em vias de maior velocidade. Bem como os comandos avançados. O piloto sentirá necessidade de tirar o pé da pedaleira para efetuar as trocas de marcha. Isso leva o condutor à fadiga em um dia todo no trânsito urbano, diferentemente das estradas, onde ocorrem menos trocas de marchas. Por outro lado, consegue-se frear sem tirar o pé da pedaleira. 



Comportamento



Desvendada as características da Fat Bob, vamos ao seu comportamento. O motor utilizado é um Twin Cam 96 de 1585 cm³ e refrigeração a ar. Como já vimos, ele apresenta um comportamento bem dinâmico, agradando na estrada e na cidade. A vibração clássica dos propulsores da marca centenária também pode ser sentida na Fat Bob. Depois de mais de 300 quilômetros rodados, o piloto passa a sentir um leve desconforto nas mãos, mas nada que atrapalhe. A potência não é divulgada pela marca, mas posso garantir que o desempenho não faz tanta diferença, já que o piloto não conseguirá viajar acima dos 120 km/h. A aerodinâmica não permite, pois o vento é sentido diretamente no peito.



Avaliando o conjunto de suspensões, nota-se a aptidão do modelo em transitar em vias pavimentadas. Mesmo sem o curso das suspensões declarado, é possível dizer que o garfo telescópico e o bichoque traseiro não têm o mesmo dinamismo do motor e foram configurados para rodar num asfalto bom. Testado em condições adversas, o conjunto encarou os problemas, mas o tranco na coluna incomodou em algumas situações.



Já os freios, duplo disco na dianteira e simples na traseira, funcionam bem em todas as situações. Claro que o comando avançado e a pedaleira robusta do freio traseiro exige uma perícia por parte do piloto, mas, mesmo assim, o auxilio do ABS integral e os eficientes discos garantem a segurança do piloto a bordo da Fat Bob.



Ainda em comportamento, cabe uma crítica a essa representante da família Dyna. Se for necessário levar garupa, o proprietário terá um problema. O banco da garupa é ingrato e uma viagem que seria para estreitar os laços, pode terminar em briga.



Desfecho



Todo consumidor precisa saber o que procura em uma motocicleta antes de fazer sua escolha. A Harley-Davidson Fat Bob atende bem ao motociclista urbano, que viaja de vez em quando e, dentro desta proposta, pode ser uma boa opção. Estilo único e motor dinâmico. São essas as principais características que fazem da Fat Bob uma motocicleta clássica e atual.



Ficha Técnica



Harley-Davidson Fat Bob FXDF



Motor Twin Cam 96, com dois cilindros em “V” e refrigeração a ar

Capacidade 1585 cm³

Câmbio Seis velocidades

Potência máxima ND

Torque máximo 12 kgf.m a 3.500 rpm

Suspensão dianteira Garfo telescópico

Suspensão traseira Bi-choque 

Freio dianteiro Disco duplo

Freio traseiro Disco Simples

Pneu dianteiro 130/90B16

Pneu traseiro 180/70B16

Comprimento total 2.330 mm

Entre-eixos 1.620 mm

Altura do assento (descarregada) 690 mm

Altura mínima do solo 125 mm

Peso (em ordem de marcha) 320 kg

Tanque de combustível 18,9 l

Cores Vivid Black/Big Blue Pearl/HD Orange/Black Denim

Preço R$ 40.700